A violência institucional

O “estupro culposo” e o Transtorno de Estresse Pós-Traumático, retratado no caso “Mariana Ferrer”. A violência institucional.

A violência sexual gera emoções como o medo, a surpresa e raiva, que geralmente tardam a cumprir seu ciclo, tamanho impacto sobre a mente, podendo levar a pessoa a desenvolver Transtorno de Estresse Agudo (TEA) ou Transtorno de Estresse Pós Traumático (TEPT) ou ainda o TEPT-C (TEPT-Complexo), em caso de manutenção de ocorrências por tempos!

Ocorre que o ato em si é apenas um dos abusos possíveis (nem estou falando de agressões constantes, mas só de um ato, para exemplificar o que ocorre depois dele).  As demais violências a que me refiro são em caso de rejeição ou acolhimento insuficiente pela família, amigos e profissionais (policiais, psicólogos, médicos, advogados, juízes, assistentes sociais, etc) que eventualmente interajam com a vítima, caso ela vença o medo e denuncie o agressor. Então, a agressão não se restringe ao ato: desastrosas prestações de serviços podem reforçá-la e complicar ainda mais a saúde mental da vítima.

Ao abuso sofrido pode se seguir, em até um mês, o Transtorno de Estresse Agudo. Os acontecimentos ao longo de toda a trajetória de busca por apoio médico, psicológico e justiça, precisam ser contados como possivelmente estressores ou traumatizantes também, se não houver acolhimento e respeito. O contrário também é verdadeiro: acolhida e efetivo tratamento profissional podem evitar ou minimizar o desenvolvimento de doença mental.

Depois, ao longo dos meses, poderá ou não se seguir o Transtorno de Estresse Pós Traumático, caracterizado por sintomas como flashbacks, hipervigilância, lembranças intrusivas, dificuldade de lembrar do evento (ação evitativa do medo), diminuição de participação em atividades, perda da capacidade de sentir emoções positivas, visão negativa de si, do mundo e do futuro, raiva, irritação, pensamentos suicidas, perda de concentração. A TCP – Terapia Cognitiva Processual, desenvolvida pelo Professor Irismar Reis de Oliveira, oferece abordagens e técnicas muito eficientes para tratamento de pessoas com TEPT.

Enfim, de muitos pontos, escolhi esse, já finalizando: é necessário respeitar quem ousa falar, para que não seja ainda mais violentado(a) e acabe reforçando o desenvolvimento de um transtorno que deveria ser evitado com o adequado acompanhamento psicológico e social da vítima!

Pascoal Zani – CRP-PR 08/04471

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